Terra a Terra Reserva
Tinto
2021
Douro
Preços
Sócio
10,93 Gfa
65,58 Cx
Não Sócio
11,50 Gfa
69,00 Cx
Vendido em cx de 6 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
Cor rubi intensa. Aroma complexo com notas de frutos negros, cedro e especiarias. Na boca é limpo, elegante e harmonioso com uma boa textura, equilibrado por uma estrutura densa. Intenso e complexo. Final longo, persistente e frutado.
Designação Oficial: 
D.O.C.

Temperatura de Serviço: 

16/18ºC

Teor alcoólico: 

14.00%vol

Longevidade: 

7 a 8 anos

Harmonizações: 

  • Cozinha tradicional portuguesa |
  • Carnes vermelhas |
  • Fumeiro |
  • Queijos de pasta mole |
  • pratos asiáticos |
  • pastas e risottos.

Situações de consumo: 

Com a refeição
Vinificação: 
Vindima manual para caixas de 20 kg. Fermentação alcoólica em cubas inox durante 12/15 dias com controlo de temperatura. Fermentação malolática nas cubas. Estágio de 16 meses em barricas usadas de carvalho francês.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Tinta Roriz

Touriga Franca

Touriga Nacional

Douro

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Durante a ocupação romana já se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales do Alto Douro. A história da região é simultaneamente fascinante e cruel, desde os tempos imemoriais em que o Douro era sobretudo esforço e violência, que foi amansando e evoluindo, permitindo-nos desfrutar de uma das mais espantosas "paisagem cultural, evolutiva e viva" do país, actualmente reconhecida como Património Mundial pela UNESCO.

De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756.

A região, rica em microclimas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões - Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo-se em cada uma delas vinhos de qualidade brancos, tintos e rosados, vinhos espumantes, licorosos e ainda aguardentes de vinho com especificidades próprias.

Da globalidade do volume de vinho produzido na Região Demarcada do Douro, cerca de 50% é destinada à produção de "Vinho do Porto", enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada "Douro" ou "Vinho do Douro".

Merece também destaque o Vinho Regional Duriense cuja região de produção é coincidente com a Região Demarcada do Douro.

Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
O Ano Vitícola de 2021 caracterizou-se por algumas oscilações nos valores de temperatura e precipitação anual relativamente ao valor histórico, considerando-se um ano normal e seco. A ausência de precipitação ao longo do mês de Março, em toda a Região, potenciou a reduzida ocorrência de infecções de míldio, comprometendo desde logo a sua evolução e intensidade desde o início do ciclo vegetativo. As temperaturas amenas registadas no período de Primavera/Verão, criaram boas condições para o desenvolvimento do oídio que, embora de forma reduzida, se manteve até ao início do Pintor. Em suma, podemos concluir que 2021 é um ano de produtividade ligeiramente superior à média dos últimos, com vindima longa, fresca e chuvosa. Os mostos são de boa qualidade, mais frescos, ligeiramente menos alcoólicos, potenciando características dos vinhos a consumir.

Quanta Terra

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Tanto Celso Pereira como Jorge Alves poderiam ter como apelido ‘Quanta Terra’, não fossem eles próprios a personificação desta marca de vinhos.
Mais do que andar às costas de uma paixão assolada de cada um dos responsáveis, o Quanta Terra começou a dar os seus primeiros passos (e sem o saberem) na longínqua década de 90, onde os dois atores principais se conheceram enquanto colaboravam no Departamento de Enologia nas Caves Transmontanas.
Rapidamente desenvolveram uma cumplicidade profissional que viria a permitir criar uma base sólida para o Quanta Terra que, à data, era apenas uma miragem – ou um esboço num caderno de papel, escolha o leitor a analogia que mais lhe agrada no contexto.
Certo dia acharam que estava na altura de materializar a ideia em algo concreto. Deram as mãos à criação de vinho e lançaram-se pelas calizadas do Cima Corgo e do Douro Superior em demanda de solos e vinhas de eleição. Durante dois anos estudaram castas, enxertos, altitudes e exposições. À medida que iam cortando opções, o rascunho tornava-se mais do que uma ideia.
Por fim, depararam-se com uma decisão: cara ou coroa.
Duas propriedades enchiam-lhes as medidas. Calhou cara… e coroa, já que a Quinta escolhida – Quinta do Tralhão – é a cara deste produtor e a coroa dos incríveis vinhos lá produzidos.
Com uma cota média de 215 m e exposição sudoeste, a Quinta tinha, à data, 30 ha em que 12 ha dos quais eram de vinha com mais de duas décadas. Parecia perfeito. Mas tudo o que é bom tem um preço a pagar. As vinhas encontravam-se num generalizado estado de abandono o que obrigou a uma total reestruturação.
O milénio findava quando, enfim, Celso e Jorge firmaram a sociedade Quanta Terra, Lda.
Visionários, com um projeto de elevado potencial, mas sem meios financeiros para se fazer ao Tralhão, os dois enólogos acertaram-se de intenções e propuseram uma quota a Mário Joaquim, dono da propriedade que pertencia à sua família há várias gerações. Os dados estavam lançados.
Com muitos mimos, vindima manual e algumas experiências pelo meio, os dois mentores do projeto deixavam o caderno de lado e ultimavam os preparativos para apresentarem ao mercado aquilo que fermentava nas suas mentes há tempo suficiente…
Et voilá, lançavam o primeiro vinho o Quanta Terra Tinto 1999. O resto é história.