É na região do Dão que a casta tinta Alfrocheiro tem maior expressão. Presente em muitos dos vinhos da região, é considerada uma casta de elevada qualidade por vários enólogos.



Tinto
Douro
Preços
Vendido em cx de 3 gfa x (0,75l)
Vinho composto por um lote de 4 vinhos diferentes de 2018, 2019, 2020 e 2021. Em todos a vindima manual com maceração pós fermentativa que chegou a ser de 6 meses na colheita de 2020. O estágio foi sempre feito em barricas novas tendo variado entre 12 e 48 meses conforme a colheita.
IVA incluído. Stock sujeito a existência. Entregas só em Portugal.
É na região do Dão que a casta tinta Alfrocheiro tem maior expressão. Presente em muitos dos vinhos da região, é considerada uma casta de elevada qualidade por vários enólogos.


A casta Tinto Cão é cultivada na zona do Douro desde o século XVIII, contudo como era pouco produtiva nunca foi muito apreciada pelos agricultores. Por volta dos anos 80 descobriu-se que a Tinto Cão possui óptimas características para a produção de vinho do Porto.


A Touriga Franca é uma das castas mais plantadas na zona do Douro e Trás-os-Montes. É considerada umas das melhores castas para a produção de vinho do Porto e do Douro, mas o seu cultivo já foi alargado para as regiões da Bairrada, Ribatejo, Setúbal ou Estremadura.


É uma casta nobre e muito apreciada em Portugal. Inicialmente cultivada na região do Dão, rapidamente foi expandida à zona do Douro para ser utilizada na produção de vinho do Porto.
Recentemente, os produtores descobriram o valor da Touriga Nacional na produção de vinhos de mesa tintos e o seu cultivo foi alargado para outras regiões como o Alentejo. É uma casta de pouca produção: possui cachos abundantes, mas pequenos. Os bagos têm uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas. Os vinhos produzidos ou misturados com a casta Touriga Nacional são bastante equilibrados, alcoólicos e com boa capacidade de envelhecimento.


Por norma utiliza-se o termo “Vinhas Velhas” para designar um conjunto de castas com muitos anos de vida (geralmente idades superiores a 60/70 anos).
Antigamente não era habitual utilizar a plantação separada por castas. As castas eram plantadas misturadas pois, uma vez que era raro uma doença atacar todas as estirpes ao mesmo tempo, protegia-se a produção desta forma. Era normal existir mais de 35 variedades plantadas no mesmo lote de terreno.
Com o passar dos anos certas castas foram deixando de ser plantadas em detrimento de outras que, segundo o critério de cada viticultor, tinham melhores atributos.
Hoje em dia muitas vezes não é possível identificar todas as castas que compõem um talhão de “Vinhas Velhas”, mas todas as “Vinhas Velhas” têm em comum as baixas produções por hectare e uma maior concentração de todos os componentes na uva.

Durante a ocupação romana já se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales do Alto Douro. A história da região é simultaneamente fascinante e cruel, desde os tempos imemoriais em que o Douro era sobretudo esforço e violência, que foi amansando e evoluindo, permitindo-nos desfrutar de uma das mais espantosas “paisagem cultural, evolutiva e viva” do país, actualmente reconhecida como Património Mundial pela UNESCO.
De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756.
A região, rica em microclimas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões – Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo-se em cada uma delas vinhos de qualidade brancos, tintos e rosados, vinhos espumantes, licorosos e ainda aguardentes de vinho com especificidades próprias.
Da globalidade do volume de vinho produzido na Região Demarcada do Douro, cerca de 50% é destinada à produção de “Vinho do Porto”, enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada “Douro” ou “Vinho do Douro”.
Merece também destaque o Vinho Regional Duriense cuja região de produção é coincidente com a Região Demarcada do Douro.
Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.



João Silva e Sousa foi o Enólogo dos vinhos do Porto da Offley Port e Director Técnico das vinhas da Sogrape em Portugal.
Em 1999 criou a empresa VDS onde esteve até 2005 e trabalhou como consultor para várias empresas de Vinho do Porto.
Afonso Silva e Sousa
Sou tataraneto, bisneto e neto de produtores de vinho da região do Dão, e comecei, aos 15 anos, a trabalhar nas adegas e nas vinhas do meu avô.
Como enólogo, iniciei a minha carreira antes de terminar a licenciatura no Instituto Superior de Agronomia.
Trabalhei por 10 anos na Forrester, empresa do grupo multinacional Bacardi-Martini, produtor de Vinho do Porto com as marcas Offley, Diez Hermanos e Raínha Santa.
Com a aquisição da Forrester pela Sogrape – a maior empresa portuguesa de vinhos -, integrou a equipa de enologia da Ferreira-Offley. Mais tarde, fui Administrador Delegado da Sogrape Área Operacional Agrícola que incluía vinhas no Vinho Verde, Dão, Bairrada, Regiões do Douro e Alentejo.
No início do milénio decidi usar os conhecimentos adquiridos para fazer vinhos independentemente. Fui sócio-fundador de 2 empresas de vinhos que criaram vinhos de muito sucesso marcas nas regiões do Douro, Vinho Verde, Dão e Alentejo.
Continuo a trabalhar como consultor de vinhos para várias empresas de vinhos em Portugal.
Iniciei meu projeto pessoal em 2016, com as marcas Cara a Cara, Villa Lisa e Fora da Caixa para explorar o incrível diversidade do “Terroir” do Douro: diferentes sub-regiões, altitudes, exposições, vinhas e castas de uva.