É na região do Dão que a casta tinta Alfrocheiro tem maior expressão. Presente em muitos dos vinhos da região, é considerada uma casta de elevada qualidade por vários enólogos.



Tinto · 2021
Dão
Preços
Vendido em cx de 3 gfa x (0,75l)
Colheita manual para pequenas caixas de 12 kg. Vinificação em cubas de cimento com maceração pré e pós fermentativa. Fermentação espontânea com leveduras autóctones. Estágio de 18 meses em toneis de carvalho.
IVA incluído. Stock sujeito a existência. Entregas só em Portugal.
É na região do Dão que a casta tinta Alfrocheiro tem maior expressão. Presente em muitos dos vinhos da região, é considerada uma casta de elevada qualidade por vários enólogos.


A Baga é a casta tinta predominante da Bairrada, sendo também cultivada no Dão, Estremadura e em algumas zonas do Ribatejo. É uma casta de elevada produção, com cachos de bagos pequenos e de maturação tardia.
Em solos argilosos e com boa exposição solar, a Baga consegue amadurecer convenientemente e produzir vinhos muito escuros, concentrados de aroma e que podem envelhecer em garrafa durante muitos anos. Em solos férteis, a maturação da casta é dificultada pela elevada produção de cachos e os vinhos que produz são pouco alcoólicos e bastante ácidos.


A casta Jaen é cultivada em terras lusas desde a segunda metade do século XIX. É uma casta muito comum no Dão e pensa-se que terá sido trazida para a região através dos peregrinos que rumavam a Santiago de Compostela.
A Jaen além de produzir generosamente é também uma casta de maturação precoce. É bastante sensível ao míldio e à prodridão. Os vinhos produzidos a partir da casta Jaen são essencialmente caracterizados pela sua cor intensa, baixa acidez e aromas intensos a frutos vermelhos.

É no vale do Douro que a Tinta Carvalha se evidencia e onde concentra a sua distribuição geográfica. Caída em claro desfavor, é raro assistirmos hoje à replantação da Tinta Carvalha, uma variedade que continua a sobreviver apenas nas vinhas velhas da região, onde, por se apresentar como uma casta extremamente produtiva, com rendimentos por hectare que chegam a ultrapassar a fasquia impressionante das vinte toneladas, afirmou-se como maioritária em muitas das vinhas velhas do Douro.
É uma casta nobre e muito apreciada em Portugal. Inicialmente cultivada na região do Dão, rapidamente foi expandida à zona do Douro para ser utilizada na produção de vinho do Porto.
Recentemente, os produtores descobriram o valor da Touriga Nacional na produção de vinhos de mesa tintos e o seu cultivo foi alargado para outras regiões como o Alentejo. É uma casta de pouca produção: possui cachos abundantes, mas pequenos. Os bagos têm uma elevada concentração de açúcar, cor e aromas. Os vinhos produzidos ou misturados com a casta Touriga Nacional são bastante equilibrados, alcoólicos e com boa capacidade de envelhecimento.


Por norma utiliza-se o termo “Vinhas Velhas” para designar um conjunto de castas com muitos anos de vida (geralmente idades superiores a 60/70 anos).
Antigamente não era habitual utilizar a plantação separada por castas. As castas eram plantadas misturadas pois, uma vez que era raro uma doença atacar todas as estirpes ao mesmo tempo, protegia-se a produção desta forma. Era normal existir mais de 35 variedades plantadas no mesmo lote de terreno.
Com o passar dos anos certas castas foram deixando de ser plantadas em detrimento de outras que, segundo o critério de cada viticultor, tinham melhores atributos.
Hoje em dia muitas vezes não é possível identificar todas as castas que compõem um talhão de “Vinhas Velhas”, mas todas as “Vinhas Velhas” têm em comum as baixas produções por hectare e uma maior concentração de todos os componentes na uva.

Alvarelhão
Tinta Pinheira
A zona do Dão situa-se na região da Beira Alta, no centro Norte de Portugal. As condições geográficas são excelentes para produção de vinhos: as serras do Caramulo, Montemuro, Buçaco e Estrela protegem as vinhas da influência de ventos. A região é extremamente montanhosa, contudo a altitude na zona sul é menos elevada. Os 20000 hectares de vinhas situam-se maioritariamente entre os 400 e 700 metros de altitude e desenvolvem-se em solos xistosos (na zona sul da região) ou graníticos de pouca profundidade.


Paulo Nunes