A Pinot Noir é uma das uvas (castas viníferas) mais antigas, cultivada há mais de 2 mil anos. Sua origem é a região da Borgonha, no leste da França. Há indicações que comprovam seu cultivo nesta região desde o século 4 d.C. A família das Pinots (Pinot Noir, Pinot Blanc, Pinot Gris, Pinot Meunier), que compartilham o mesmo DNA, tem como característica sofrer facilmente mutações, e geneticamente se adaptar a novos terrois. Isso para os vinhos nem sempre é bom, pois o sabor da Pinot Noir muda incrivelmente conforme o local onde ela é cultivada.


Durante a ocupação romana já se cultivava a vinha e se fazia vinho nos vales do Alto Douro. A história da região é simultaneamente fascinante e cruel, desde os tempos imemoriais em que o Douro era sobretudo esforço e violência, que foi amansando e evoluindo, permitindo-nos desfrutar de uma das mais espantosas “paisagem cultural, evolutiva e viva” do país, actualmente reconhecida como Património Mundial pela UNESCO.
De salientar também o facto de ter sido a primeira região demarcada e regulamentada do mundo, aquando da criação pelo Marquês de Pombal, da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 1756.
A região, rica em microclimas como consequência da sua acidentada orografia, divide-se em três sub-regiões – Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, produzindo-se em cada uma delas vinhos de qualidade brancos, tintos e rosados, vinhos espumantes, licorosos e ainda aguardentes de vinho com especificidades próprias.
Da globalidade do volume de vinho produzido na Região Demarcada do Douro, cerca de 50% é destinada à produção de “Vinho do Porto”, enquanto que o restante volume é destinado à produção de vinhos de grande qualidade que utilizam a denominação de origem controlada “Douro” ou “Vinho do Douro”.
Merece também destaque o Vinho Regional Duriense cuja região de produção é coincidente com a Região Demarcada do Douro.
Fonte: Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.



Celso Pereira formou-se em Engenharia Agrária pela Escola Superior Agrária de Coimbra. Pós graduado em Marketing de Vinhos pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, Celso nunca deixou de melhorar continuamente as suas valências. Acredita que um enólogo “não é, nem nunca poderá ser apenas um ‘criador’. O enólogo, para além da função primeira de criar o vinho, tem de dominar todo o ciclo de produção da vinha, estar na vinha, saber como se faz a vindima e contribuir de forma decisiva para a comercialização do produto final.” Dito e feito. Desde que terminou a formação em engenharia que todo o seu percurso tem sido marcado por constantes trocas de experiência não só materializados em cursos, como também presença assídua em workshops, conferências e feiras.
Nascido a 04 de Dezembro de 1973 em Mirandela, licenciou-se em Agronomia pelo Instituto Politécnico de Bragança em 1995, Pós-graduado em Enologia pela Escola Superior de Biotecnologia – UCP- Porto.
Começou a trabalhar desde cedo na Adega Cooperativa de Alijó, tendo-se seguido em 1996 as Caves Transmontanas (Vértice), e em 1997 a Quinta do Tedo (Vincent Bouchard).
Em 1999 funda com Celso Pereira (Enólogo) a Quanta Terra, uma das primeiras adegas virtuais do Douro, com vocação para a elaboração de vinhos Tintos.
Aproveita o crescimento do mercado e torna-se consultor, primeiro em projetos “Micro” e depois em projetos de maiores dimensões. Colabora regularmente com duas tanoarias francesas ( Cadus e Damy) para o desenvolvimento de novos produtos; cria em 2010 com António Correia (Economista) um escritório de Projetos Vitivinícolas e de fiscalidade, e em 2011 a Wine Moments – especializada em Wine tours e Wine education.
De entre outros projetos colabora como Enólogo na Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, Quinta do Tedo, Quinta da Carregosa, Quanta Terra, Quinta do Filoco, Alonso – Piano.
Fascinado por vinhos do mundo, é desde há 4 anos candidato a Master of Wine.
Tanto Celso Pereira como Jorge Alves poderiam ter como apelido ‘Quanta Terra’, não fossem eles próprios a personificação desta marca de vinhos.
Mais do que andar às costas de uma paixão assolada de cada um dos responsáveis, o Quanta Terra começou a dar os seus primeiros passos (e sem o saberem) na longínqua década de 90, onde os dois atores principais se conheceram enquanto colaboravam no Departamento de Enologia nas Caves Transmontanas.
Rapidamente desenvolveram uma cumplicidade profissional que viria a permitir criar uma base sólida para o Quanta Terra que, à data, era apenas uma miragem – ou um esboço num caderno de papel, escolha o leitor a analogia que mais lhe agrada no contexto.
Certo dia acharam que estava na altura de materializar a ideia em algo concreto. Deram as mãos à criação de vinho e lançaram-se pelas calizadas do Cima Corgo e do Douro Superior em demanda de solos e vinhas de eleição. Durante dois anos estudaram castas, enxertos, altitudes e exposições. À medida que iam cortando opções, o rascunho tornava-se mais do que uma ideia.
Por fim, depararam-se com uma decisão: cara ou coroa.
Duas propriedades enchiam-lhes as medidas. Calhou cara… e coroa, já que a Quinta escolhida – Quinta do Tralhão – é a cara deste produtor e a coroa dos incríveis vinhos lá produzidos.
Com uma cota média de 215 m e exposição sudoeste, a Quinta tinha, à data, 30 ha em que 12 ha dos quais eram de vinha com mais de duas décadas. Parecia perfeito. Mas tudo o que é bom tem um preço a pagar. As vinhas encontravam-se num generalizado estado de abandono o que obrigou a uma total reestruturação.
O milénio findava quando, enfim, Celso e Jorge firmaram a sociedade Quanta Terra, Lda.
Visionários, com um projeto de elevado potencial, mas sem meios financeiros para se fazer ao Tralhão, os dois enólogos acertaram-se de intenções e propuseram uma quota a Mário Joaquim, dono da propriedade que pertencia à sua família há várias gerações. Os dados estavam lançados.
Com muitos mimos, vindima manual e algumas experiências pelo meio, os dois mentores do projeto deixavam o caderno de lado e ultimavam os preparativos para apresentarem ao mercado aquilo que fermentava nas suas mentes há tempo suficiente…
Et voilá, lançavam o primeiro vinho o Quanta Terra Tinto 1999. O resto é história.
