Quinta dos Murças

A primeira referência escrita à Quinta dos Murças data de 1770, embora se saiba que a quinta já existiria mas com outra designação desde 1714, à época pertença de António Cardoso de Vasconcelos. Presume-se que o nome Quinta dos Murças tenha sido atribuído em referência ao fidalgo da casa real Miguel Carlos Cardoso de Sousa de Morais Colmeeiro Teles e Távora, capitão-mor da vila de Murça e proprietário das Murças desde 1756.

Apesar das inúmeras referências à qualidade e excelência dos vinhos da Quinta dos Murças, a verdade é que as vinhas foram sendo continuamente negligenciadas e a quinta transaccionada de família em família e de sociedade em sociedade até que, em 1943, Manuel Pinto de Azevedo assumiu a administração da quinta, comprometendo-se na reabilitação do património e na replantação das vinhas.

Sob a direcção empenhada do agrónomo José de Freitas Sampaio, a Quinta dos Murças foi totalmente transfigurada, recebendo em 1955 a primeira vinha ao alto plantada no Douro, bem como o primeiro sistema de autovinificação alguma vez utilizado na região, para além de novos armazéns de estágio e de uma nova adega.

A Quinta dos Murças permaneceu na posse da família até que, em 2008, o grupo Esporão adquiriu a propriedade aos bisnetos de Manuel Pinto de Azevedo, assumindo a condução de uma das propriedades mais interessantes do Cima Corgo.

Fonte: Esporão

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