Selecção Fórum
Porto Alves de Sousa Vintage
Generoso
2009
Porto
Preços
Sócio
42,75 Gfa
42,75 Cx
Não Sócio
45,00 Gfa
45,00 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova
  • Prémios

Cor retinta. Aroma complexo e concentrado, frutos vermelhos e pretos muito maduros com notas figos secos. Na boca é equilibrado, rico e macio, encorpado e bem estruturado. Final muito longo.

Medalha de Ouro

Fórum de Enólogos

Temperatura de Serviço: 

14ºC

Teor alcoólico: 

19.50%vol

Longevidade: 

Mais de 20 anos (mantém boas notas de prova durante 1-2 dias após abertura da garrafa)

Harmonizações: 

  • Chocolate |
  • Queijos Fortes |
  • Sobremesas

Situações de consumo: 

Sobremesas
Sozinho
Observações de consumo: 
Decantar 30 minutos antes de servir.
Vinificação: 
Fermentação durante 3 a 4 dias. Interrupção de fermentação com aguardente vínica a 77º V/V. Estágio de 2 anos em cubas de inox. 1 ano de período mínimo em garrafa.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Touriga Franca

Touriga Nacional

Vinhão

Porto

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O "Vinho do Porto" distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aromas incomparáveis e uma persistência muito elevada, quer de aromas, quer de sabor, para além de um teor alcoólico elevado (geralmente entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de "doçuras" e grande diversidade de cores.

Observações dos produtores acerca deste vinho: 
Sobre o Vinho Final dos Anos 80. Domingos Alves de Sousa, filho e neto de viticultores do Douro, dedicado também ele à elaboração de vinhos generosos provenientes das suas Quintas para prestigiadas companhias de Vinho do Porto, vê-se face a uma forte crise que abalava o sector do Vinho do Porto. Tempos de indefinição, incerteza, levaram-no a despertar para o vinho de pasto do Douro, até então tradicionalmente subalternizado em relação ao vinho generoso.A partir daqui a história é já conhecida: “Produtor do ano” em 1999 pela prestigiada Revista de Vinhos, fruto de um percurso que aliou a qualidade dos vinhos a uma grande dedicação pessoal, e um importante contributo para a imagem e prestígio do Douro Presente. Mas, as raízes nas terras do xisto são profundas. O Porto jamais foi esquecido. Antes aprofundado, estudado e experimentado. Ao longo desta década, aparentemente voltada apenas para os vinhos do Douro, muitos foram os “vinhos finos” a nascer na Quinta da Gaivosa. Experiências, ensinamentos, no sentido de trilhar o mesmo caminho de até então. O elevar da fasquia no Douro adiou a cautelosa e ponderada incursão no Porto. O primeiro Porto Vintage a receber o nome da família Alves de Sousa reúne uvas das suas melhores vinhas, compondo um vinho com um grande carácter, capacidade de guarda e com o toque sempre pessoal de Alves de Sousa. Sobre a Colheita O Inverno e a Primavera foram em geral menos chuvosos e com temperaturas ligeiramente mais altas do que o normal. Uma vaga de frio surgiu a meio de Maio, o que, aliado a alguma precipitação afectou a Floração, levando a uma quebra significativa na produção. Sanitariamente, face a estas condições climáticas, foi um ano relativamente sereno. Chegada a época estival, após uma sequência de anos anormalmente frescos para a região, seria de esperar o retorno do tradicional calor duriense. Bom… sim e não. Até meados de Agosto, apenas Primavera. Parecia que as atípicas condições de 2007 e 2008 estavam cada vez mais típicas. Eis que dois picos súbitos de calor mudam totalmente as regras: um primeiro, a meio de Agosto, provoca uma aceleração da Maturação, levando ao iniciar de vindimas mais cedo de que há memória. Um segundo, na primeira semana de Setembro, impõe uma concentração dos compostos nobres (aromas, polifenóis) formados quando as temperaturas eram ainda amenas. O peso dos cachos ressentiu-se. Os açúcares dos bagos subiram um pouco mais do que é costume. Mas a frescura aromática e o equilíbrio com a acidez são impressionantes. Ainda mais quando aliada a uma complexidade aromática, profundidade, concentração e definição invulgares numa fase tão precoce. Consegue aliar o melhor de dois mundos, com estruturas vigorosas e precisas, mas com uma delicadeza e profundidade desconcertantes e magníficas. Um ano para ficar na História.

Alves de Sousa

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A produção de vinhos é uma tradição familiar para Domingos Alves de Sousa: o seu pai (Edmundo Alves de Sousa) e avô (Domingos Alves de Sousa) tinham já sido vitivinicultores do Douro. Mas Domingos Alves de Sousa abraçou a princípio uma outra carreira. Tendo-se licenciado em Engenharia Civil, não resistiu porém ao duplo apelo (da terra e do sangue), e abandonou a sua actividade em 1987 para se dedicar em exclusivo à exploração das quintas que lhe couberam em herança e a outras que posteriormente adquiriu, nas quais tem vindo a executar um trabalho modelar de emparcelamento e de reestruturação das vinhas. A evolução da sua actividade vitivinícola reveste-se de aspectos interessantes, quase paradigmáticos e merece um pouco de história.

Durante muito tempo foi fornecedor das conhecidas e prestigiadas companhias Casa Ferreirinha e Sociedade dos Vinhos Borges. Mas os problemas que afectaram o sector nos finais da década de 80, que tiveram como consequência um aumento exagerado dos custos de produção, e em especial a catastrófica colheita de 1988, levaram-no a questionar a rentabilidade das suas explorações.

E foi esse questionar o ponto de viragem.

Tal como muitos outros viticultores durienses, afectados pela recessão em que a Região Demarcada se debatia, voltou-se para a valorização das "sobras" do Vinho do Porto, ou seja, o vinho de pasto do Douro, até então tradicionalmente subalternizado em relação ao vinho generoso.

Claro que esta mudança radical de atitude exigia mais do que simples boa vontade e desejo de vencer: exigia formação técnica e profissional. Frequentou assim cursos de viticultura e enologia em Portugal e França (Bordéus) e, munido desse lastro e reunindo uma equipa devidamente qualificada, lançou mãos à obra na reestruturação das suas vinhas decidido a trilhar o seu próprio caminho de produtor-engarrafador, construindo na sua Quinta da Gaivosa a adega onde daí em diante vinificaria a produção das uvas provenientes das suas 5 Quintas.

Efectuadas algumas experiências com diversas castas, seleccionou as que se revelaram mais aptas a produzir os melhores vinhos de Denominação de Origem Douro, e com elas produziu e lançou no mercado, em meados de 1992, aquele que seria o seu primeiro vinho: o Quinta do Vale da Raposa branco 1991, que desde logo cativou os apreciadores e mereceu as melhores referências. Era o início de um percurso recheado de sucessos que se arrastou até aos dias de hoje, e de que amanhã concerteza ainda iremos ouvir falar.

A qualidade do seus vinhos tem vindo desde então a ser reconhecida através de distinções e referências em revistas da especialidade, destacando-se a atribuição do prémio "Produtor do ano" em 1999 pela prestigiada Revista de Vinhos.